Ironia ou Não
Em junho, a primeira notificação: "Vem cá, gatinho, vamos flertar, haha!" Nós conversamos pouco, nunca criamos uma rotina de diálogo. E, de certo modo, eu estava confortável com isso. Eu mantinha os meus, ele os dele! (Contatinhos). Mas à frente, flertes e interesses. Ele dizia: "Gosto de gente inteligente, precisa ter conteúdo!" Ironia ou não, meu conteúdo não foi suficiente, rs. Falamos sobre leveza e relacionamentos não convencionais. Tudo caminhava bem, num ritmo lento, mas gostoso de vivenciar. Ouvi dizer, "gosto da sua autenticidade." Ironia ou não, ser autêntico não foi suficiente, rs. Todo sempre acaba hoje! Acho que esse se foi, acabou... Ele dizia: "Você é muito fofo!" Ironia ou não, talvez o "muito" excedeu. Entre espaços e tempos, em agosto, eu já era conhecido de alguns sem saber. Ao questioná-lo: "Quem é ela?" Ele disse: "Minha amiga, o mostrei para ela." Ironia ou não, eu fui notado! Em uma de suas viagens, recebi a mensagem: "Você esteve comigo a viagem todinha!" Deslumbrei-me? Acho que sim, a cara de bobo eu fiz! Ironia ou não, foi só nessa viagem mesmo, rs. No auge dos meus quase 33, em contraponto aos seus 26, ouvi dizer: "Eu gosto de gente mais velha!" Ironia ou não, meus cabelos brancos não o convenceram. A gente é feito pra acabar! Ouvi tantas coisas. Minha mãe, mesmo em diálogos cômicos, se tornou sogra, meus amigos conhecidos, minha casa, porta aberta, meu desejo... Insegurança. Quando questionado, amigos? Instaurou-se o silêncio, atropelado, ignorado por áudios de gratidão sobre aquela garrafa! O contexto sempre foi aberto, mas nesta conversa, não deu tempo de chegar! Despertei no sossego, mas imerso em afetos. Ironia ou não, esses sempre foram certos. Entre poucos encontros, vários contextos, alguns textos. Escrevo mais esse, para acabar! Após o sexo, em algum momento... A gasolina acabou! Rs. E uma nova notificação chegou: "Me afastei um pouco, fiquei com medo de te machucar!" Ironia ou não, a gente é feito pra acabar! Questionando-me internamente, quis entender: Qual o domínio, qual a razão? Em que momento lhe foi concedido o subjetivo poder de me machucar? Rs. Por que essa interpretação? Se nunca falamos a respeito! Ironia ou não, também li: "Não posso te perder!" Confuso, não é? Foi mesmo o meu deslumbre? “Lindo de ver, de sentir, mas com receio em corresponder”, ele escreveu. Esvaiu-se... Não me convenci! Após tantos dizeres, e como abla, hein! Rs. Sigo parafraseando Guilherme Pinto, e faço o uso do presente que me deu. Agora... Ironia ou não, eu digo: “Meu amor venceu”. (E isso não é sobre você, é sobre amor-próprio).
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