Coragem
Será que a gente sabe quando e como dizer que não gosta mais? Que não faz sentido, que não quer? Será que a gente se prepara e prepara o outro? Eu paro pra pensar e acho que não! Acho que você começa a priorizar e dar importância a outras coisas no seu dia a dia. Seus dizeres, flertes e declarações param de existir. Aquela rotina que a gente criou, de alguma forma, começa a ter rupturas, mas talvez você pense que é normal. O tempo passa, as coisas mudam, não é assim que acontece? Você percebe os silêncios crescendo entre a gente, mas tenta se convencer de que é só cansaço, que logo melhora. Só que não melhora. Então, você finge que está tudo bem por não saber como dizer. Mas e se soubesse? Se soubesse, acho que faria doer mais. Então, pouco a pouco, como uma faca cega, você vai me ferindo lentamente, sem perceber que assim faz doer ainda mais. Na verdade, você sabe! Mas não é tão corajoso assim. Prefere que, de alguma forma, eu sinta que está me fazendo mal e que eu acabe saindo por ser muito pra você. Você começa a me apresentar os seus silêncios. Sim, eles existem e são selecionados. Começa a me apresentar outras rotinas, aquelas das quais diz que estão te engolindo. Começa a me apresentar novas desculpas, a cada novo compromisso firmado. E aí, em mim, não é só o medo de uma das partes; mas também a raiva por ter amado alguém com tanta vontade, porém um alguém sem coragem. Alguém que me dissecaria aos poucos, criando uma falsa imagem com palavras errôneas sobre reciprocidade. Difícil admitir que acabou a vontade? Mais fácil fugir, dizendo que "já fui prioridade".
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